Bambu Oco

.::.


.::. Livro de visitas .::.



.::.


.::. Conexão .::.



.::.


.::. Arquivos .::.


Ecos anteriores


.::.


.::. Canal Aberto .::.




.::.


.::. Inspiração .::.


Pensamentos Imperfeitos

Papaya com cassis


.::.


.::. Fa(c)es .::.






.::.



.::. Tradução .::.



.::.



.::. Créditos .::.


Powered by Blogger



BRAVENET

COMENTAR

WHOS.AMUNG.US

.::.



Quarta-feira, Outubro 29, 2003




Não posso querer o que você não quer
nem saber o que você deseja porque
sequer entendo o que você vive
vendo com seus olhos que vêem além
você não é de ninguém
você fica tão longe
quem decifrará seus sonhos
nesses escuros onde você se esconde?

Que dúvidas não sejam mais que sombras
e amor não tenha nada a ver com ombros
coisas simples é que doem de verdade:
ontem, no esperanto perfumado da noite,
vi aves descansando em eucaliptos - você
cruzando sozinha a névoa do vale.

Maurício A. Mendonça


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Terça-feira, Outubro 28, 2003


.::. MADRIGAIS CANTANTES .::.




Hoje recebi a melodia delicada de um presente "cantado" em versos .

"Acredito que a poesia é mais que palavras . Ela é vida (...)" , dizia
a dedicatória.

Alessandro Braga - 10/2003

O que dizer ?

Que só poderemos considerar a vida realmente vida, se além da beleza das
palavras e dos pequenos gestos, tivermos sobretudo, a poesia encantadora
dos verdadeiros encontros.

Obrigada pelo livro e pela "teia" de carinho, palavras e versos, claro !


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Segunda-feira, Outubro 27, 2003




.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Sexta-feira, Outubro 24, 2003



Egon Schiele


a  m  A  R    t  e


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Quarta-feira, Outubro 22, 2003


.::. ENCANTADOS .::.

Dizem que a vida é um rio que segue seu rumo , sem controle, soberano, passando
pelos obstáculos naturais de forma às vezes calma , às vezes turbulenta, mas sempre
adiante.

Seguimos a nossa vida dia-a-dia sem pensar muito nisto até algo nos sacudir e nos fazer
atônitos perguntar : por quê ?

Porque não somos donos de nós mesmos e nem daqueles que amamos. O mistério de
respirar , sorrir, amar, viver, quem pode explicar, quantizar? Quem explica ou mede dor,
amor, vida, sonho, esperança , confiança, fé, eternidade...

Somos tão pequenos, tão frágeis, tão sedentos de conforto, tranquilidade e paz ; pequenos
grãos que respiram, sorriem, vivem, amam e sofrem.

Sofremos por viver e sofremos por morrer pois somos um só e quando uma parte de nós vive,
vivemos com ela e se uma delas se separa, é como se ficasse um vazio, um frio, um nada.

A dor saudosa vez por outra nos lembra que falta algo, mas depois de algum tempo ela se
transforma . Não nos faz chorar, não aperta nosso coração, fica leve e nos faz sorrir e
recordar que aquela parte que imaginávamos faltar está lá intacta e agora, é simplesmente
diferente. Não podemos tocá-la, mas podemos continuar a amar e a contar.

E creiam-me, por mais que questionemos e duvidemos, esta parte ausente permanece no
que somos, no que fazemos , nas nossas necessidades, nos nossos fracassos e nas nossas
conquistas. É um calor constante que nos aquece e nos embala sem percebermos.

Tudo muda, é verdade, mas somos capazes de aprender com esta experiência, afinal a fé nos
é dada para o conforto de sabermos que existe um leito seguro além de nós nos amparando.

Muito há o que chorar, perguntar, entender. Todo dia morremos um pouco; todos nós, todos
os dias, morremos um pouco. Entretanto, este pouco é o que nos ensina que precisamos viver
mais intensamente. Precisamos aprender a ser pessoas melhores, a compartilhar e a
sermos também uma parte que faz diferença e que conta para aqueles que nos rodeiam e que
porventura passarão pelo nosso caminho. Que possamos, quando de nossa partida, também
inspirar aquele calor doce de presença, de conforto, de que algo inexplicável e além
de nós existe.

Estamos "longe", seguimos caminhos distintos, mas tenho certeza do uno que somos.
Nosso sangue já correu por outros leitos, mas hoje pulsa pelo meu corpo e flui por
minhas veias. Que sua mão amada, seu calor e seu colo continuem a me envolver com seu
eterno amor e que outros também possam ter esta mesma sensação daqueles que já não
estão mais entre nós.

O coração de outubro sempre me lembrará que a vida e o viver são preciosos e Divinos.

Aos que "partiram", principalmente você Pai e você Alessandro, meu amigo, doces e
eternas saudades...


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Segunda-feira, Outubro 20, 2003




.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Sexta-feira, Outubro 17, 2003



Márcio Scavone

Entre a sombra e a luz
uma ponte suspensa
insegura e arriscada
Sinuosas curvas
Tortuosos passos
Íngreme abismo
Mergulho autônomo
sem carta de vôo
Possibilidades
soltas no ar
O trajeto nós escolhemos
Percorremos
Garantias não há
Basta-nos equilíbrio
paciência e vontade
O resto nuvens


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Terça-feira, Outubro 14, 2003


.::. DEZ MINUTOS DE IDADE .::.



A enfermeira surgida de uma porta me impôs silêncio com o dedo junto aos lábios e
mandou-me entrar. Estava nascendo ! Era uma menina.

Nem bonita, nem feia; tem boca, orelhas, sexo e nariz no devido lugar, cinco dedos em
cada mão e em cada pé. Realizou a grande temeridade de nascer, e saiu-se bem da
empreitada. Já enfrentou dez minutos de vida. Ainda traz consigo, nos olhinhos esgazeados,
um resto de eternidade.

Portanto alegremo-nos. A vida também não é bonita nem feia. Tem bocas que murmuram
preces, orelhas sábias no escutar, sexos que se contentam, perfumes vários para o nariz,
mãos que se apertam, dedos que se acariciam, múltiplos caminhos para os pés.
É verdade que algumas palavras, melhor fora nunca dizê-las, outras nunca escutá-las.
Olhos há que procuram ver o que não podem, alguns narizes que se metem onde não devem.
Há muito prazer insatisfeito, muito desejo vão. Mãos que se fecham. Pés que se atropelam.

Mas o simples ato de nascer já pressupõe tudo isso, o primeiro ar que se respira já contém
as impurezas do mundo. O primeiro vagido é um desafio. A vida aceitou o novo corpo e o viver
vai traçar-lhe um destino. A luta se inicia, mais um que será alvo. Portanto alegremo-nos.

Menina sem nome ainda, não te prometo nada. Não sei se terás infância: brinquedo, quintal,
monte de areia, fruta verde, casca de árvore, passarinho, porão fantasma, formigas em fila,
pão com manteiga, beira de rio, galinha no choco, caco de vidro, pé machucado.

O mundo hoje, tal como estou vendo da janela do meu apartamento, desconfio que te reserva
para a infância um miraculoso aparelho eletrocosmogônico de brincar ou apenas uma eterna
garrafa de coca-cola e um delicioso chica-bom. Aceita, menina, esses inofensivos
divertimentos. Leva-os a sério, com aquela seriedade da infância; chupa o chica-bom,
bebe a coca-cola, desmonta e torna a montar a miraculosa máquina de brincar de
nosso século, que a imaginação de teu pai e tua mãe jamais poderiam sequer conceber.

Impõe a essas coisas e a essa vida que te oferecerão como infância a sofreguidão de
tua boca, a ousadia de teus olhos e a força de tuas mãos. Imprime a tudo que tocares
a alegria que destes por nasceres.

Qualquer que seja a tua infância, conquista-a, que te abençôo. Dela te nascerá uma
convicção. Conquista-a também e vai viver.

Nada te posso dar. No teu primeiro instante de vida a minha estrela não se apagou.
Partiu-se em duas e lá no alto uma delas te espera, será tua. Nada te posso dar senão
um nome e esta estrela. Se acreditares em estrela, vai buscá-la...

Fernando Sabino ( texto com adaptações )
.::.

Melissa, acreditei na que me deram meu pai e minha mãe, e ao receber a notícia de sua
chegada , esta estrela que busquei há algum tempo e está sempre comigo brilhou mais
fortemente, reconheceu a sua.

A sua estrela, garanto-lhe, está lá . Espera o toque iluminado do seu coração para reluzir
como um facho eterno clareando seus caminhos.

E um dia, vai ver, estas nossas estrelas vão enfim se encontrar , afinal o Universo e a
Nova Zelândia são logo ali.
Seja bem-vinda!


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Segunda-feira, Outubro 13, 2003




.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Quinta-feira, Outubro 09, 2003


.::. SÚPLICA .::.



- Doutor, será que vou me curar?

Ouvi hoje esta pergunta travestida de súplica feita por minha mãe. Com o coração
oprimido calei o pranto .

Gostaria de naquele instante tê-la colocado no meu colo e apertando-a junto ao peito,
ter passado ternamente os dedos em seus cabelos e rosto , como inúmeras vezes ela
própria fez comigo e com o meu irmão, e através deste simples contato ter aplacado
todas as suas dúvidas e seu medo . Minto, queria mesmo é ter ficado lá no lugar dela,
deixando que meu corpo e minha mente fossem o substrato de tudo aquilo
que a partir de hoje e nos próximos dias ela terá de suportar.

Pior dor não é aquela que se sente na carne , é aquela na qual vemos o sofrimento de
quem amamos sem que possamos estar fisicamente perto para ofertarmos e
compartilharmos nossa presença , nosso toque , nossa palavra de carinho e nosso amor
incondicional. O que fere é o espinho da impotência.

Não é a primeira nem a última vez, acredito, que passo por isto, mas sempre que
me deparo com uma sensação e situação semelhante ( minha ou de qualquer pessoa ),
dolorosamente me lembro e me conscientizo de que somos e estamos neste tempo
e espaço como matéria individual transitória ( frágil /forte), que cada um tem seu
aprendizado particular e intrasferível ( não se "delega" viver ou vida ) , não somos
onipotentes e nem exercemos controle sobre o misterioso ciclo de nascer, crescer
e morrer. Somos tão somente uma "passagem divina".

Resta-nos ( a nós e a ela ) pacientemente abrandar as expectativas e as angústias e
confiar que aquilo que tivermos que vivenciar será o pavimento do nosso caminho
futuro, aquele que teremos de percorrer daqui para frente, passo a passo, dia-a-dia,
instante a instante e é nesta experiência e neste riquíssimo aprendizado que estaremos
efetivamente seguindo com a nossa evolução. Que a Grande Luz nos guie, ilumine e ampare.

Fechando os olhos e pulsando o meu coração e meu corpo com o dela , respondo a
àquela pergunta, agora com uma certeza:
- Mãe, estou e sou com você ! E é só isto que importa.

.::.

Minha mãe descobriu há 5 anos um câncer de tireóide e faz controle desde então.
A cerca de 1 mês quando deveria receber alta definitiva, detectou-se uma possível recidiva
Iniciou hoje mais uma vez, terapia de iodo radioativo em regime de isolamento completo.

.::.


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Terça-feira, Outubro 07, 2003


.::. CAMPO MINADO .::.

Palavras são armas em potencial para aqueles que não dominam suas sutilezas ,
seus meandros e que não sejam capazes de trazê-las do cerne da alma
em estado bruto e transparente sem a interface de uma racionalidade desatenta,
medrosa , insegura e tirana.

Podem ser as armas brancas da indiferença e da negação ( minha especialidade) ,
os contundentes nunchakus da aspereza, pequenas flechas embebidas no veneno
da desconfiança e da indecisão ou as armas de fogo da ofensa e da mágoa .

São capazes de ferir vítima e algoz indistintamente, engana-se quem supõe o contrário,
pois todas as palavras expressas ou omitidas carregam consigo um poder instrínseco
de destruição quando usadas indevidamente.

Fico assim às vezes, armada e perigosa e não me orgulho disto, embora não me furte
das responsabilidades e dos preços a pagar. Em algumas ocasiões nem ao menos houve
confronto, só despojos; em outras, poderia tê-lo evitado e não o fiz, seja por opção
ou até mesmo por ingenuidade .

De repente me vejo com vestígios de pólvora e sangue nos lábios e nas mãos.
A visão é desoladora , o sabor amargo e as marcas, infelizmente, indeléveis,
mas isto acaba por me lembrar do essencial : estes são os mesmos lábios capazes
de entoar odes e mantras de paz, alegria e harmonia e estas são as mesmas mãos
capazes de construir, semear , colher vida e principalmente amor.

E "estes" deverão ser os únicos propósitos das minhas, das suas e das palavras
de todos nós, sempre.


.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

Domingo, Outubro 05, 2003




.::. Seja um canal .::.
Deixe ecoar suas palavras .::. | Ecoe por aqui tb .::. eco(s) | #

.::.


.::. Eco d´alma .::.



.::.


.::. Par .::.


pandaandando

.::.


.::. Eu sou .::.




.::.


.::. Ecos solidários .::.


Colabore. Os anjos da Aldeia precisam e agradecem.


Colabore. As crianças agradecem . Contato com a instituição pelo telefone : (31) 3598.1811


Colabore. A casa de apoio ao carente oncológico agradece.


Colabore


.::.


.::. Eco de cor .::.


.::.