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Domingo, Novembro 28, 2004


.::. LACERARE .::.


Enguerrand Charanton

A minha dor transformo, disfarço, nego, engulo em seco, rumino cada farpa que penetra na pele, cada lágrima que corta o peito, cada espasmo que toma as fibras do meu corpo e caminho sobre brasas até o limite; aí então, grito ao vento, me rendo ou venço. A luta cujas armas e campo de batalha conheço travo com mistos de fraqueza e coragem ,e ali permaneço íntegra ou em pedaços, até que a chama simplesmente se apague.

Entretanto, a dor do outro, aquela silenciosa e inacessível que se sente dilacerante e pungente, esta, é uma coroa de espinhos tatuada na alma a todo instante. Ela imobiliza em algemas de impotência e lacera profundamente a cada respiração ou pensamento. É dor presa e sem saída, "dantesca", ácido que corroi, assola, é vela ardente, inclemente, que derrete sangue e não pára de queimar.

Quisera eu ter o poder de tomar todas as dores do mundo para não ter que sentir suas garras três vezes : nos seus olhos , na minha própria carne e alma.


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Domingo, Novembro 21, 2004




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Sexta-feira, Novembro 19, 2004


.::. E AGORA ? .::.

Estive pensando nos efeitos da subversão do nosso imaginário pela modernidade ...

O que será de nossa compreensão e entendimento se não há mais "fichas caindo", só silenciosos cartões telefônicos ?

O que serão de nossas oportunidades de mudança se não mais podemos "virar o disco", cds não tem lado A e B, só anônimas e numéricas faixas ?

Nem mesmo o aprendizado através dos erros crassos nos é permitido. Não podemos mais "queimar o filme", downloads de câmeras digitais não envergonham nem fazem ninguém se arrepender.

Pelo menos por enquanto algo nos restou, a poesia do velho e bom "pé na jaca". A modernidade pode até nos tirar a jaca, mais sobre nossos pés e onde colocá-los em nossa caminhada, espero que tenhamos livre arbítrio, sempre.


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Terça-feira, Novembro 16, 2004




Céu se apaga
Fragância nua

Lençol de pétalas
Jasmim laranjeira


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Sábado, Novembro 13, 2004


.::. ROSA E OURO .::.


Gledson Amorelli

Creio que meu primo Gledson e eu jamais tivemos uma ligação especial . As lembranças que tenho dele são da infância quando ia à casa de minha tia Neusa. Ele homem feito e eu apenas uma menininha que adorava ficar olhando seus quadros. Desde que me entendo guardo os convites de suas exposições que pararam de chegar depois de algum tempo .

Há alguns anos durante um período em que esteve doente, tive uma vontade enorme de escrever-lhe, e assim o fiz, na forma de uma carta que lhe enviei. Ele, entretanto, nunca a recebeu.

Meses atrás encontrei o rascunho desta carta quando fazia uma daquelas devassas em antigos guardados . Como todo o sentimento lá expresso ainda estava vivo e pulsante, publiquei-a há algum tempo atrás .

E eis que , por uma destas voltas da roda da vida, ele se depara com "a" carta pesquisando na net sobre ..." bambu" ( ah! meu Bambu! ) . Surpreso emociona-se, chora e então deixa uma mensagem. A filha diz que eu nunca iria ler, mas o Universo quis que sim , e assim como ele, meu peito ficou pequeno, e repleto transbordou pelos olhos.

Esta semana juntamos todas as pontas soltas desta teia ao nos falamos por telefone depois de décadas, foi o aniversário dele.

"Finda a tarde agora. O rosa e o dourado se misturam, penetram minha pele, atravessam flores, matas, animais. Tudo é ouro, doce, tudo é luz. Está indo agora... Vai passar... Ficam sombras, vão-se todas as cores. Que importa? Amanhã nos encontraremos de novo, por segundos apenas, mas seremos todos luz... rosa e ouro". Mai (esposa do meu primo).

E assim será Gledson , pois realmente não importa , os encontros se dão assim, no tempo infinito do coração , seja para nós ou para todos aqueles que estão ligados por teias invisíveis de amor e bem querer.


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Quarta-feira, Novembro 10, 2004



Michaela Boomfield

Por viver muito anos dentro do mato
moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro -
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra.
E tal.
As palavras eram livres de gramáticas
e podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto forma de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha,
era só abrir a palavra abelha e entrar dentro dela.
Como se fosse infância da língua.

Manoel de Barros


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Domingo, Novembro 07, 2004



Claude Monet

Janelas abertas, persisto
Busco a paisagem perfeita que repousa indomável
Ora mansa e serena, ora revolta e em convulsão
Porém livre, inacabada, mutante, formatos e ângulos
Um festival de cores e matizes em gradações de luz
Sua beleza e poder me corrompem, me convidam
Diligentes atiçam, sedutores transformam
As impressões da natureza tocam minha pele em carícias
Sutilmente ternas , mas também vigorosas e ardentes
Os grilhões vão sendo pulverizados e os caminhos resgatados
Vislumbres de corpo e alma integrados e entregues
- Uno -


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Sexta-feira, Novembro 05, 2004


.::. 3 DIAS .::.

Num dia de novembro...
Ela recebe a notícia do falecimento de um antigo colega de trabalho num acidente, . A última vez que se viram foi quando juntos deixaram a empresa em que trabalhavam, a exatos 9 anos atrás, num dia de novembro.

Num dia de novembro...
Ela, ao trafegar numa avenida movimentada da cidade, pára o carro com o pneu completamente vazio na primeira vaga livre que vê pela frente. Vai buscar socorro. Ao retornar encontra uma multa por falta do talão de estacionamento.

Num dia de novembro...
Ela procura uma cópia/modelo de defesa de autuação. Encontra-a. O modelo foi feito e assinado por ele, seu antigo colega de trabalho. Ela então vai até o órgão de trânsito competente entregar seu recurso e surpreende-se, pois agora este órgão ocupa o mesmo prédio onde ele e ela trabalhavam e ainda mais, para chegar até lá, ela precisa passar pelo estacionamento, onde ele e ela tinham vagas vizinhas, vagas estas que ainda intactas, permanecem ali, lado a lado.

Num dia de novembro ...
Ela emocionada sorri e tem a certeza de que mais uma vez as engrenagens misteriosas do Universo das quais ela é uma pequena e fundamental peça, completaram uma de suas voltas. Os "encontros" não são fortuitos . tem sua razão de ser , se dão além do corpo, do tempo e do espaço, e desta vez eles se concretizaram, em dias de novembro.


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.::. Eco d´alma .::.



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pandaandando

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